Nem tudo é mau neste cantinho cheio de sol. Assistia, Euzinha, ontem a um documentário, a altas horas da noite, sobre a guerra dos EUA à droga. Lamentavam-se os intervenientes que tinhas as prisões cheias de consumidores de drogas, davam exemplos que quem era detido eram pequenos consumidores ou traficantes, que se gastavam balúrdios, cada vez mais dinheiro, nesta guerra desde o tempo de Reagen até hoje e que os resultados eram muito diminutos. Estavam eles neste lamurio, quando... (vejam o filme)
Senti orgulho por ser Portuguesa. Senti que afinal sabemos fazer coisas bem feitas, não somos uma cambada de incapazes, basta querer! Senti que os EUA querem seguir as nossas pisadas. Lembrei-me dos anos 90. Lembrei-me do quanto era degradante Alcântara, das viagens de comboio entre Campolide e Alcântara, assistia-se a tudo, pessoas a injectarem-se, a preparem a droga, a prostituírem-se. Lembro-me de ir ter com a minha mãe a Alcântara - ela trabalhava lá- das
pessoas completamente desgastadas pela droga, completamente despidas da dignidade , que deambulavam pela estação e arredores, elas com medo de nós e nós com medo delas.Hoje não existe zonas assim, pelo menos que conheça. Hoje quem consome faz tratamentos, não vai para a prisão. Quem está viciado tem uma doença e deve ser tratado como tal, é igual às pessoas que têm o vício do jogo, do tabaco, do álcool. É bom ser um exemplo para alguém. Claro, que era António Guterres o primeiro-ministro quando esta medida foi tomada!
